Veja Também

 

 
 
 
 
Notícias - Geral
 
Educação: Quanto custa a educação do seu filho?

Postado em: 25/01/2016 18:30:00
Divulgação

Na lista de sonhos das famílias brasileiras, a educação dos filhos só perde para a casa própria, o maior de todos. Já entre os próprios filhos, jovens com idade entre 18 e 25 anos, a educação vem em primeiro lugar. 

O maior desejo de 55% deles seria estudar para ter uma profissão que os capacitasse à concorrência de um bom emprego, algo que lhes garanta realização e estabilidade financeira. 

Essas informações constam em uma pesquisa nacional de 2013, para a qual foram entrevistados três mil jovens em mais de 150 cidades brasileiras. 

Mas você já parou para pensar sobre quanto terá de investir para ver seu filho concluir a faculdade? Em Cuiabá, um levantamento feito pelo DIÁRIO aponta que, da creche à universidade, com um custo médio de R$ 1 mil ao mês, uma família terá um gasto de R$ 211 mil para ver o filho concluir um curso superior de duração de quatro anos. (VEJA QUADRO NESTA PÁGINA) 

O custo desde o nascimento até os 18 anos, idade em que a maioria ingressa na faculdade, pode chegar a R$ 177 mil. A partir daí, as despesas vão variar de acordo com a opção de curso e de instituição educacional. 

Entretanto, mesmo antes de pensar em faculdade, os custos educacionais assustam. Na última etapa do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano, que correspondem a segunda etapa, por exemplo, é necessário um investimento de pelo menos R$ 44 mil. 

Já na faculdade, se optar por Direito, a mensalidade varia entre R$ 841 e R$ 1.610, ou seja, R$ 60 mil se pagar R$ 1 mil ao mês. Na área das engenharias, a parcela oscila entre R$ 705 e pouco mais de 1.118. 

Já em Medicina, um dos cursos mais caros e procurados, fora do orçamento de muitos pais que sonham em ter um médico, o custeio mensal pode chegar a R$ 9.380. Isso só com a mensalidade, sem incluir os gastos extras com livros e materiais de consumo obrigatório. 

A empresária Aline Barcelos, mãe de três filhos, sabe bem o quanto custa manter os filhos em escola de boa qualidade. Por enquanto, só dois deles, Thor, de 10 anos, e Theodora, 3, estão estudando. 

Maria de Fátima, de apenas dois meses, ainda não chegou à idade escolar, o que não significa que os gastos dela sejam menores. 

Entretanto, como o assunto principal é a educação formal, seguem as estimativas da família Barcelos. Em quatro anos, com o ingresso de Thor na primeira etapa do ensino fundamental, a família já gastou cerca de R$ 60 mil. 

Thor também faz inglês e neste ano está matriculado no curso de francês. E o garoto ainda frequenta uma escola de música e faz artes marciais. 

Como planeja a mesma assistência educacional às filhas Theodora e Maria de Fátima, Aline sabe que terá de trabalhar bastante realizando eventos. 

Dona de uma empresa de festas, especialmente formaturas (Skambal), Aline conhece bem a diferença que uma formação acadêmica de boa qualidade pode representar à vida dos filhos. 

Ela explica que decidiu pela escola privada não porque não acredita no ensino público, mas por causa da atual política educacional, que valoriza os índices em detrimento dos professionais que atuam em sala de aula. 

No entendimento dela, um sistema de ensino que não reprova acaba maquiando os números e prejudicando a qualidade. Quando estudou, avalia, o ensino era melhor, tanto que ela e os dois irmãos, André e Rafaela, sempre frequentaram escola pública, concluíram o ensino médio e passaram no primeiro vestibular em faculdade pública. 

Não fosse assim, dificilmente teriam chegado ao curso superior, por falta de condições financeiras dos pais.

Fonte: Diario de Cuiabá