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Violência: Crise faz furtos em Cuiabá aumentarem em 18%

Postado em: 07/09/2017 10:44:00
Divulgação

Os números de furtos em Cuiabá aumentaram 18% e os roubos diminuíram 22% nos primeiros seis meses deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pela Coordenação de Estatísticas e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que contabilizou de janeiro a junho de 2017 (8.335 casos de furtos) e em 2016 (7.038), também na mesma época. 

Já com relação ao número de roubos, a secretaria comemorou com relação aos meses de janeiro a junho, pois houve uma redução de pelo menos mil casos registrados. 

Conforme o balanço de janeiro a junho de 2016 foi lançado no sistema 5.126 casos e em 2017 3.962, exatos 1.164 ocorrências a menos. 

Uma curiosidade com relação aos dados de furtos, conforme a delegada titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Luciani Barros, o aumento na Capital tem relação direta com a crise econômica que se instalou no Brasil nos últimos anos. Sem contar a situação de impunidade que o país atravessa e ainda os benefícios concedidos pelas leis brasileiras que acabam ajudando na reincidência dos delitos. 

Além de Mato Grosso, as autoridades policiais de algumas cidades do Ceará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná também puderam quantificar o acréscimo. 

Segundo as investigações da Derf, o perfil dos criminosos é dos mais variados. Há, por exemplo, quadrilhas que cometem roubos com emprego de violência e outros que não têm passagens pela polícia, mas que em algum momento da vida acabaram por começar a cometer furtos simples no ambiente de trabalho, lojas e supermercados. No entanto, os lugares mais “tradicionais” onde roubos e furtos acontecem são em primeiro lugar nas residências e em segundo nos automóveis. 

“O furto o que podemos notar é que as pessoas que estão praticando não são pertencentes na prática de crimes, no entanto, começaram no crime em virtude da própria situação financeira, pois ficaram desempregados e não tinham muitas vezes onde buscar um apoio porque agora com a nova lei precisa-se de um longo tempo de serviço para conseguir receber o seguro desemprego”, avaliou. 

Um caso registrado em Cuiabá e que ficou conhecido como a ‘Vovó da Calcoça’ é de um casal de idosos que furtou três lojas. A mulher tinha aproximadamente 70 anos e entrou na loja como cliente. Depois de alguns minutos ela acabou pegando algumas peças de roupas e colocaram dentro da calcinha. O marido, também um idoso, teria sido quem deu o suporte. Os dois ainda não tinham passagens pela polícia. 

Já os que têm uma ficha longa criminal fazem parte de associações e organizações criminosas. Esses tanto comentem roubos quantos furtos. Porém, no furto, a delegada afirma que eles têm uma diferença, pois agem com “alta agressão”. 

"Esses indivíduos aumentam cada dia mais o grau de violência e também costumam se especializarem em determinado segmento. Nesses casos, fica até difícil quantificar porque são muitos. Mas, uma orientação no caso dos veículos para os motoristas é não estacionar em redondezas dos shoppings e paguem o estacionamento porque os bandidos costumam agir em locais deserto e de pouca circulação. Outra dica é não deixar objetos dentro dos carros, pois eles chamam atenção de quem passa pela lateral achando que tem coisa d valor e na verdade não tem e depois é mais um prejuízo apesar da polícia está sempre prendendo os criminosos e combatendo”, finalizou a delegada. 

Fonte: Diário de Cuiabá