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Queimadas: Tecnologia auxilia no combate ao fogo

Postado em: 23/08/2016 16:58:00
Divulgação

Nos últimos 10 anos, Mato Grosso registrou um aumento de 82,64% nos focos de calor, entre o mês de janeiro e os primeiros 15 dias de agosto. Neste ano, o Estado segue liderando o ranking nacional de incêndios com 13.846 ocorrências, no mesmo intervalo de tempo. Só no período proibitivo deste ano, já são 5.981 focos. 

Alguns fatores climáticos, como o tempo seco, a falta de fiscalização e o desmatamento ajudam a explicar os números elevados. Mas, Mato Grosso é o terceiro maior Estado em área do Brasil, possui um total de 906.807 quilômetros quadrados, três ecossistemas (Amazônia, Cerrado e Pantanal), além de áreas de transição entre os três domínios, o que lhe confere a condição de espaço estratégico. 

Diante disto, é indispensável à utilização de tecnologias para auxiliar o Estado na gestão e preservação ambiental. Uma delas é o uso de dados geográficos aliados à tecnologia, que podem ajudar o combate aos focos de incêndio, seja em áreas remotas, de difícil acesso, até propriedades rurais e reservas ambientais. 

O uso de técnicas de geoprocessamento traz vantagens e benefícios, uma vez que engloba uma série de ferramentas de diversas áreas, relacionadas às ciências de cartografia, meio ambiente, planejamento urbano e instrumentos computacionais que, unidas, possibilitam a busca de soluções para os problemas dos mais diferentes campos de atuação ou de trabalho. 

Nos últimos anos, a utilização dessas técnicas ou ferramentas vem suprindo de maneira significativa as deficiências dos órgãos públicos responsáveis pela preservação e combate aos crimes ambientais. 

Por meio da plataforma ArcGIS, da Esri, líder global em Sistemas de Inteligência Geográfica (GIS em inglês), é possível monitorar a regularização ambiental e distribuição de pontos de queimadas em todo o território mato-grossense, por exemplo. 

“É um tipo de tecnologia com mais de 30 anos e que permite detectar onde existem as condições propícias (para as queimadas), onde os focos estão ocorrendo ou onde se deve atuar”, informou Augusto Carvalho, especialista da Imagem para o setor Elétrico. Localizada em São José dos Campos (SP), a Imagem é uma empresa líder no segmento. 

Conforme Carvalho, a plataforma ArcGIS já é bastante utilizada no Estado por órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Segurança Pública (Sesp), Infraestrutura (Sinfra), Cidades (Secid), Planejamento (Seplan) e Saúde (SES). 

O sistema é capaz de monitorar todo o território brasileiro por meio de imagens de satélites (a Imagem utiliza 15 satélites), dados coletados em campo e mapas de calor. 

Essa evolução tecnológica, permite integrar, por exemplo, recursos de mobilidade, drones e redes sociais para tornar o processo de monitoramento mais confiável e o mais próximo possível do real. “Hoje, temos os drones que são mecanismos com sistema de sensoriamento remoto de alta sensibilidade para detecção de ilhas de calor”, destacou. 

Vale lembrar que ação do homem continua sendo o grande responsável pela degradação do meio ambiente, devido ações indiscriminadas, como a retirada de vegetação nativa, poluição dos mananciais hídricos, construção de loteamentos em áreas de preservação permanente (APP) e as próprias queimadas. 

Tudo isso apesar de o Brasil possuir leis ambientais que preveem punições para crimes praticados contra a fauna e flora, alguns fatores têm contribuído para torná-la pouco ágil, dentre esses, a deficiência no monitoramento e na fiscalização das áreas de preservação ocasionadas pela falta de recursos humanos e materiais. A reportagem do Diário procurou a Secretaria de Meio Ambiente para falar sobre o assunto, mas não obteve um retorno. 

Fonte: Diário de Cuiabá